Ora bem, temos uma nova proposta =D
Com base em três excertos dos heterónimos de Fernando Pessoa teremos que criar uma composição tipográfica em que a letra ocupe um lugar manifestamente indispensável. Assim, teremos que associar a cada heterónimo uma comnposição em que estejam patente as suas caracteristicas ao nível da escrita e da percepção .
Alberto Caeiro
Creio no Mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar...
Ricardo Reis
Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlacemos as mãos.)
Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
Mais longe que os deuses.
Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer nao gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassosegos grandes.
Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz,
Nem invejas que dão movimento demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.
Amemo-nos tranquilamente, pensando que podiamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.
Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento -
Este momento em que sossegadamente nao cremos em nada,
Pagãos inocentes da decadência.
Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-as de mim depois
Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.
E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço.
Álvaro de Campos
(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folhas de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
quarta-feira, 17 de março de 2010
terça-feira, 16 de março de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
Don't Stop Me Now - Experiência nº1
Na última aula falamos com o professor acerca do que tencionavamos fazer para a primeira proposta de trabalho. Então, eu e a minha colega Raquel Henriques explicamos que tencionavamos abordar elementos básicos tais como a linha, o ponto, a cor, a escala e o movimento, numa tentiva de mostrar claramente a intensidade que a música escolhida (Don't stop me now) nos transmitia. Assim sendo, concebemos que iriamos usar vários papéis com padrões completamente antagónicos e divertidos. A ideia era, com o papel, fazermos origamis, por si só um elemento básico, uma vez que tem formas claramente definidas e lineares. Através desses origamis com padrões distintos, cores distintas, diferentes escalas, poderiamos testar várias técnicas de comunicação visual e fotografar dre diferentes pontos de vista. O professor achou a ideia interessante e aconselhou-nos a fazer várias tentativas, utilizar várias técnicas e a fotografar todas essas tentativas, trabalhando ou não a foto depois em Photoshop ou FreeHand.
Nestas primeiras fotos utilizamos a técnica profusão, que pressupõe uma riqueza de elementos, uma ornamentação, detalhamento. Assim, é visível o padrão dos própiros origamis, pleno de linhas, pontos, contrastes, dinâmica. E próprio contraste criado pela junção dos mesmos. Há ainda uma relação de escala e movimento, Tentando haver uma deslocação da camâra, criando diferentes noções de tamanho. Tentamos ainda brin car com a luz, com o flash da própria camâra:




Nestas primeiras fotos utilizamos a técnica profusão, que pressupõe uma riqueza de elementos, uma ornamentação, detalhamento. Assim, é visível o padrão dos própiros origamis, pleno de linhas, pontos, contrastes, dinâmica. E próprio contraste criado pela junção dos mesmos. Há ainda uma relação de escala e movimento, Tentando haver uma deslocação da camâra, criando diferentes noções de tamanho. Tentamos ainda brin car com a luz, com o flash da própria camâra:
quarta-feira, 10 de março de 2010
Remember... Explicação do projecto, Elementos, Técnicas e a incontornável contribuição das leis de Gestalt - parte 3
Elementos básicos da comunicação visual
Toda e qualquer composição visual é composta a partir de uma lista básica de elementos. Estes elementos não assentam nos diferentes materiais utilizados mas sim compreendê-los na sua forma básica: a linha, o ponto, a cor, a textura, a dimensão, a escala, a forma, a direcção, o tom e a dimensão. Estes elementos são a ponto de partida para toda e qualquer informação/composição visual.
O PONTO: Quando olhamos de noite para o céu estrelado vemos uma imensidão de pontos que brilham. E, às vezes, até procuramos achar formas nas constelações. Vemos, por isso, que o ponto é um elemento visual que também serve para definir as formas das coisas.
(em construção)
Toda e qualquer composição visual é composta a partir de uma lista básica de elementos. Estes elementos não assentam nos diferentes materiais utilizados mas sim compreendê-los na sua forma básica: a linha, o ponto, a cor, a textura, a dimensão, a escala, a forma, a direcção, o tom e a dimensão. Estes elementos são a ponto de partida para toda e qualquer informação/composição visual.
O PONTO: Quando olhamos de noite para o céu estrelado vemos uma imensidão de pontos que brilham. E, às vezes, até procuramos achar formas nas constelações. Vemos, por isso, que o ponto é um elemento visual que também serve para definir as formas das coisas.
(em construção)
Remember... Explicação do projecto, Elementos, Técnicas e a incontornável contribuição das leis de Gestalt - parte 2
Leis de Gestalt (leis básicas acerca da forma como o ser humano recepciona a imagem)
Lei da Semelhança
A lei da semelhança defende que coisas que possuem algum tipo de semelhança parecem estar agrupadas.

Lei da Pragnância
A palavra pragnância provém do termo alemão pragnanz, que tem o significado de “boa forma” ou “boa figura”. A lei da pragnância é referida como lei da figura fundo. Esta lei defende que objectos no ambiente são vistos de modo que se constituam o mais simples possível. A realidade é organizada ou reduzida à forma mais simples possível. O ser humano procura sempre encontrar nas suas percepções visuais coisas que conhece.

Lei da Proximidade
De acordo com a lei da proximidade, as coisas que estão próximas umas das outras parecem formar um grupo só.
Objectos próximos um do outro tendem a ser agrupados.


Lei do Fecho/Clausura
De acordo com a lei da clausura, as coisas são visualizadas juntas se elas parecem completar alguma imagem ou forma conhecida. É a capacidadde de construir mentalmente aquilo que conhecemos.Nós tendemos a ignorar lacunas e completar linhas de contorno. É como se fosse a mente do ser humano a completar algo incompleto. Na imagem acima paracem haver apenas linhas mas na realidade esta escrito o nome de um album.

Lei da Simetria
As formas são tanto mais perceptíveis
quanto mais simétricas forem.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
